
Europa sofre a pior alteração climática.
10% dos glaciares alpinos desapareceram.
A Europa está a sofrer as piores alterações do clima dos últimos cinco mil anos. As consequências estão à vista: 10% dos glaciares alpinos desapareceram em 2003 e os anos mais quentes de que à memória registaram-se em 1998, 2002, 2003 e 2004. Um relatório da Agência Europeia do Ambiente, divulgado, faz um diagnostico cinzento e não traça cenários risonhos. Portugal não é excepção: por cá os progressos são pouco animadores.O desaparecimento dos glaciares no Norte, a expansão dos deserto a Sul e a necessidade de concentrar a população no centro do continente são alguns corolários do aquecimento global do planeta, que aumenta a um ritmo a que crescem as emissões para a atmosfera de gases com efeito de estufa. As mudanças no clima já provocam a subida de 0,95ºC da temperatura media da Europa e prevê-se que, devido a isto, o Homem se confronte, num futuro próximo, com condições climatéricas com as quais nunca lidou.Desde os tempos da revolução industrial, os componentes do dióxido de carbono existentes na atmosfera aumentaram 30%. A libertação destes gases poluentes deve-se à queima dos combustíveis fósseis (petróleo e seus derivados), motivada pelo aumento do tráfego automóvel. A destruição das grandes áreas florestais também contribui para a concentração de gases, pois diminui a acção de sumidouro de dióxido de carbono das árvores. Os efeitos das alterações do clima estão à vista e tenderam a agravar-se. O aumento da capacidade destrutiva dos ciclones trópicas, a manifestação de fenómenos climáticos extremos, como as grandes secas no Sul e as cheias torrenciais no Norte, já fazem parte do presente e vão acentuar-se no futuro.
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